InícioCriptomoedasBitcoinETF Bitcoin, Goldman Sachs mira ao rendimento: pedido apresentado à SEC

ETF Bitcoin, Goldman Sachs mira ao rendimento: pedido apresentado à SEC

Nova jogada da Goldman Sachs: o grupo apresentou à SEC um ETF Bitcoin projetado para oferecer rendimento através de opções, sem deter diretamente o ativo digital.

Como funciona o ETF Bitcoin proposto pela Goldman Sachs

O fundo investirá pelo menos 80% dos ativos líquidos em instrumentos que garantem exposição ao bitcoin. Entre eles estão incluídos Bitcoin ETF spot, opções sobre ETF spot e opções sobre índices ligados aos ETF de bitcoin.

No entanto, o veículo não comprará bitcoin diretamente. Para gerar rendimento, venderá call options sobre ETFs ligados ao ativo, arrecadando um prêmio que será transferido aos investidores.

Essa estratégia permite obter receitas periódicas dos prêmios das opções. Dito isso, limita parte do potencial de alta se o preço do bitcoin subir fortemente.

O contexto de mercado e as diferenças regulatórias

Goldman Sachs torna-se assim o segundo grande banco a apresentar um pedido desse tipo. Morgan Stanley, de fato, lançou seu próprio produto na semana passada, enquanto BlackRock já apresentou um fundo semelhante orientado para rendimento, aguardado com o ticker BITA.

O analista da Bloomberg Eric Balchunas considerou inesperado o pedido da Goldman. Além disso, observou que o banco escolheu o Investment Company Act de 1940, ao contrário da BlackRock, que utilizou o Securities Act de 1933.

Essa estrutura implica uma restrição operacional específica. De acordo com as regras aplicáveis aos fundos registrados segundo o 1940 Act, a Goldman terá que usar uma subsidiária nas Ilhas Cayman para deter ativos ligados a commodities.

Trata-se de uma solução técnica necessária, pois esse quadro normativo limita a posse direta de commodities como o bitcoin. Além disso, a escolha pode refletir uma abordagem voltada para atender à demanda dos clientes com menor volatilidade.

Rendimento potencial em troca de menor upside

Na prática, o ETF Bitcoin visa trocar parte do potencial de alta por um fluxo de rendimento e, em teoria, com um perfil de risco mais contido. Em comparação com um produto que replica apenas o preço, o compromisso é evidente.

David Solomon, CEO da Goldman, no passado se definiu como um observador do bitcoin e afirmou possuir pessoalmente uma pequena quantidade do ativo. Ele também destacou a importância da tokenização para o futuro dos mercados financeiros.

Iter com a SEC ainda aberto

No momento, o dossiê está sob análise da SEC e nenhuma data de lançamento foi indicada. No geral, a proposta sinaliza o crescente interesse dos grandes bancos por instrumentos que ofereçam exposição ao bitcoin com um perfil mais defensivo.

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