O que começou como uma carteira de cadeia única para The Open Network em 2022 tornou-se silenciosamente um dos experimentos multichain mais ambiciosos em cripto de autocustódia. My Wallet — anteriormente conhecida como MyTonWallet — passou por rebranding e expandiu sua plataforma de carteira multichain My Wallet para cobrir 11 blockchains diferentes, trazendo mais de 9 milhões de usuários existentes junto para a jornada sem exigir um único passo de migração.
Summary
Principais destaques
- MyTonWallet passou por rebranding para My Wallet e agora oferece suporte a 11 blockchains: TON, TRON, Solana, Ethereum, Base, BNB Chain, Polygon, Arbitrum, Monad, Avalanche e Hyperliquid — com Bitcoin planejado em seguida.
- Mais de 9 milhões de usuários em mobile, desktop, web e Telegram Mini App já estão na plataforma sem necessidade de migração.
- Transferências sem gas já estão ativas em TON e Solana, onde a taxa é cobrada do próprio token enviado em vez de um token de gas separado.
- Um Agente de IA nativo permite que os usuários enviem, façam swap, façam staking e consultem dados de portfólio usando comandos em linguagem natural.
- My Wallet ocupa a posição nº 7 no Wallet Security Leaderboard da CertiK e mantém um bug bounty de US$ 100 mil, sem vulnerabilidades críticas relatadas desde março de 2024.
De apenas TON para 11 blockchains
O rebranding de MyTonWallet para My Wallet reflete uma mudança estrutural no que o produto realmente é. A carteira original foi lançada na The Open Network em 2022 e construiu uma base significativa de usuários lá. Mas limitar uma carteira de autocustódia a uma única chain sempre seria um teto — e agora esse teto foi removido.
As 11 redes agora disponíveis dentro da carteira abrangem uma ampla gama de ecossistemas: TON, TRON, Solana, Ethereum, Base, BNB Chain, Polygon, Arbitrum, Monad, Avalanche e Hyperliquid. O suporte a Bitcoin está confirmado como a próxima adição no roadmap. Para usuários que já possuem carteiras da era MyTonWallet, as frases-semente existentes continuam válidas — nada precisa ser movido ou reimportado.
Essa continuidade importa mais do que pode parecer. Expansões multichain frequentemente fragmentam as bases de usuários existentes ao exigir migrações de carteira ou criação de novas contas. A abordagem da My Wallet contorna completamente esse atrito, o que é consistente com uma filosofia mais ampla que a equipe incorporou ao design do produto.
Recursos que reduzem a diferença em relação a carteiras dedicadas por chain
Rastreamento de portfólio integrado em todas as chains
A maioria das carteiras ainda trata a análise de portfólio como problema de terceiros. A My Wallet integra o acompanhamento de patrimônio líquido e desempenho diretamente no app, em todas as 11 redes suportadas simultaneamente. Os usuários obtêm gráficos de Valor Total, P&L Total e P&L Diário, juntamente com a decomposição da composição do portfólio por chain, mix de ativos e posições em staking — tudo denominado em uma moeda fiduciária de sua escolha.
O contraste competitivo aqui é notável. A MetaMask mantém suas análises completas de portfólio em um aplicativo web separado. Os dados de P&L integrados da Phantom cobrem apenas Solana. A My Wallet reúne tudo em uma única interface, eliminando a necessidade de dashboards de terceiros apenas para entender o que um portfólio multichain está realmente fazendo.
Transferências sem gas e simulação de transações
Transferências sem gas já estão ativas em TON e Solana. O mecanismo é simples: a taxa é deduzida do token que está sendo transferido em vez de um token de gas mantido separadamente. Um usuário que envia USDC em Solana, por exemplo, não precisa manter nenhum SOL para concluir a transação. O mesmo sistema está, segundo relatos, em desenvolvimento para chains EVM.
Antes que qualquer transação de aplicação descentralizada seja confirmada em qualquer chain, a My Wallet mostra uma simulação da interação com o smart contract — exibindo exatamente quais ativos saem da carteira, quais chegam e qual contrato está sendo chamado. Um histórico de transações unificado reúne a atividade de todas as 11 redes em uma única visualização, acabando com o hábito de alternar entre exploradores de blocos específicos de cada chain para acompanhar um portfólio multichain.
“As stablecoins já movimentam mais dinheiro do que a Visa — US$ 33 trilhões em 2025”, disse Alex Zinchuk, fundador da My Wallet. “Para que isso chegue às pessoas fora do cripto, a carteira precisa deixar de ser a parte mais difícil, e as taxas de blockchain devem ser simplificadas.”
Agente de IA nativo para comandos em linguagem natural
A My Wallet inclui um Agente Cripto de IA nativo incorporado diretamente na carteira. Os usuários podem instruí-lo em linguagem simples para enviar ativos, fazer swap de tokens ou fazer staking de criptomoedas. O Agente também responde a consultas de portfólio e de mercado — incluindo dados como o Índice de Medo & Ganância e preços de tokens individuais — sem direcionar os usuários para aplicativos externos.
Incorporar uma camada de IA dentro de uma carteira de autocustódia ainda é incomum. A implicação prática é que usuários que acham as interfaces cripto intimidantes ganham um ponto de entrada conversacional, enquanto usuários mais experientes obtêm uma forma mais rápida de executar operações rotineiras. Isso significa que, para o espaço mais amplo de autocustódia, a experiência em estilo linha de comando do DeFi pode estar convergindo para algo mais próximo de uma interface de mensagens.
Credenciais de segurança e base de usuários
Ranking Top 7 da CertiK e bug bounty de US$ 100 mil
Segurança é frequentemente o ponto em que carteiras multichain recebem críticas — mais chains normalmente significam uma superfície de ataque maior. A resposta da My Wallet a essa preocupação é em parte estrutural e em parte independente: a carteira atualmente ocupa a posição nº 7 no Wallet Security Leaderboard da CertiK, ao lado de nomes como MetaMask, Coinbase Wallet e Bitget Wallet.
Um bug bounty de US$ 100 mil está ativo no CertiK SkyShield desde março de 2024, sem vulnerabilidades críticas relatadas até a data de publicação. A base de código é open source com builds reprodutíveis, o que permite a verificação independente do que os usuários estão realmente executando. A carteira é, por design, de autocustódia — a equipe da My Wallet não tem acesso a fundos de usuários, frases-semente, chaves privadas, senhas ou atividade de navegador.
Escala e disponibilidade
A plataforma atende a mais de 9 milhões de usuários em iOS, Android, macOS, Windows, Linux, extensão de navegador e um Telegram Mini App. O staking dentro da carteira é executado na Stakee, o próprio protocolo de staking da My Wallet, que está entre os dois principais protocolos DeFi de TON por valor total bloqueado no DefiLlama e entre os três primeiros por TVL na rede TON como um todo.
O que vem a seguir
O roadmap confirmado inclui suporte a Bitcoin, integração com carteiras de hardware Ledger em todas as chains, funcionalidades de staking e lending em todas as redes suportadas e um modo de carteira headless projetado especificamente para interações com agentes de IA. O modo headless é um detalhe revelador — ele sugere que a My Wallet está se posicionando não apenas para usuários humanos, mas também para a categoria emergente de agentes autônomos on-chain que precisam de infraestrutura de carteira para operar.
Zinchuk resumiu o rebranding de forma simples: “Começamos a My Wallet porque não conseguíamos encontrar uma carteira que quiséssemos usar nós mesmos — uma em que segurança e usabilidade fossem levadas a sério, ao mesmo tempo. O nome foi a última coisa a acompanhar.”
Se uma base de 9 milhões de usuários construída em torno de uma única rede pode se traduzir sem problemas em uma posição multichain competitiva contra players consolidados é o verdadeiro teste pela frente. A infraestrutura e as credenciais de segurança estão no lugar. A resposta virá de saber se o uso diário em 11 chains — e eventualmente Bitcoin — se mantém em escala.
Perguntas frequentes
Quais blockchains a My Wallet suporta atualmente?
A My Wallet oferece suporte a TON, TRON, Solana, Ethereum, Base, BNB Chain, Polygon, Arbitrum, Monad, Avalanche e Hyperliquid — 11 redes no total — com Bitcoin confirmado como a próxima adição no roadmap.
Como a My Wallet lida com taxas de transação para transferências?
Em TON e Solana, a My Wallet oferece transferências sem gas, em que a taxa é deduzida do token enviado, eliminando a necessidade de os usuários manterem tokens de gas separados. O mesmo mecanismo está em desenvolvimento para chains EVM.
Quais medidas de segurança protegem os usuários da My Wallet?
A My Wallet ocupa a posição nº 7 no Wallet Security Leaderboard da CertiK, mantém uma base de código open source com builds reprodutíveis e executa um bug bounty de US$ 100 mil no CertiK SkyShield desde março de 2024, sem vulnerabilidades críticas relatadas. A carteira é totalmente de autocustódia — a equipe não pode acessar fundos de usuários ou chaves privadas.
Como os usuários podem interagir com a My Wallet usando IA?
A My Wallet inclui um Agente de IA nativo que responde a comandos em linguagem natural, permitindo que os usuários enviem ativos, façam swap de tokens, façam staking de criptomoedas e consultem o desempenho do portfólio ou dados de mercado sem sair da interface da carteira.
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Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

