InícioCriptomoedasMoeda EstávelVisa, Google e BlackRock apoiam a stablecoin Open USD com 140 parceiros

Visa, Google e BlackRock apoiam a stablecoin Open USD com 140 parceiros

O mercado de stablecoins acaba de ganhar um novo concorrente de peso — e ele chegou com mais de 140 empresas já a bordo. O lançamento da stablecoin Open USD marca uma das entradas mais amplamente apoiadas em infraestrutura de pagamentos digitais na memória recente, unindo gigantes de pagamentos, bancos globais, empresas de cripto e companhias de tecnologia de consumo em torno de um único ativo compartilhado, projetado para movimentar dinheiro na escala da internet.

Principais pontos

  • Open USD é uma nova stablecoin criada para a movimentação global de dinheiro, permitindo que empresas emitam (mint) e resgatem sem custo e sem limites de volume.
  • Mais de 140 empresas — incluindo Visa, Stripe, Mastercard, BlackRock, Google, Coinbase e Shopify — se inscreveram para usá-la.
  • Os parceiros ganham receita a partir das reservas da stablecoin, menos uma pequena taxa de administração para cobrir custos operacionais.
  • A governança fica com a Open Standard, uma empresa independente cujo conselho é composto pelos parceiros participantes.
  • Espera-se que a Open USD entre em operação ainda este ano e será a stablecoin padrão na Stripe.

Open USD: Uma Nova Stablecoin para a Movimentação Global de Dinheiro

A maioria das stablecoins foi criada para negociação. A Open USD está sendo criada para negócios. Essa distinção é mais importante do que pode parecer à primeira vista — especialmente à medida que os volumes de transações com stablecoins se aproximam dos da rede ACH, a espinha dorsal das transferências bancárias eletrônicas nos EUA.

As stablecoins existentes apresentam problemas estruturais reais em escala comercial. As taxas de emissão e resgate se tornam proibitivas em altos volumes. Os rendimentos das reservas normalmente vão para o emissor, não para as empresas que usam o produto. E as companhias que constroem sobre infraestrutura de stablecoins de terceiros têm influência limitada sobre decisões de roadmap que podem afetar diretamente suas operações.

A Open USD foi projetada em torno de três princípios para resolver exatamente esses pontos de atrito.

Principais recursos e princípios de design

Primeiro, as empresas podem emitir e resgatar Open USD sem custo e sem limites artificiais de volume — uma resposta direta às estruturas de taxas que tornam outras stablecoins impraticáveis em grande escala. Segundo, os parceiros recebem todos os rendimentos gerados pelas reservas da Open USD, com apenas uma pequena taxa de administração deduzida para cobrir os custos operacionais. Terceiro, a governança é coletiva: a Open USD é operada pela Open Standard, uma empresa independente cujo conselho é formado pelos próprios parceiros participantes da stablecoin.

Esse último ponto é, provavelmente, o mais significativo do ponto de vista estrutural. Em vez de um único emissor controlar o ativo e sua evolução, as decisões são tomadas por uma coalizão de empresas — de processadores de pagamento a bancos e provedores de infraestrutura cripto. O modelo é projetado para impedir que um único ator direcione a stablecoin de maneiras que beneficiem apenas a si mesmo.

Prazo de lançamento e objetivos

Espera-se que a Open USD entre em operação ainda este ano. O objetivo, conforme definido por seus apoiadores, é construir algo que corresponda não à escala da economia digital de hoje, mas aonde ela está caminhando. A Stripe, que usará a Open USD como sua stablecoin padrão, foi direta: o ativo precisa ser construído para a economia de 2040, com volumes de transação e casos de uso que a infraestrutura atual não consegue antecipar totalmente.

Governança Colaborativa e Modelo de Receita

A estrutura de governança por trás da Open USD é o que a diferencia de praticamente todas as grandes stablecoins atualmente em circulação. A maioria das stablecoins é controlada por um único emissor — o que significa que o emissor define a política, recebe a renda das reservas e controla as prioridades de desenvolvimento. A Open USD inverte completamente essa dinâmica.

Governança pela Open Standard e conselho de parceiros

A Open Standard opera como uma entidade independente, mas seu conselho é composto pelas empresas parceiras da Open USD. Essa estrutura dá aos maiores usuários da stablecoin um assento direto à mesa nas decisões que afetam a rede. Ela também cria mecanismos de responsabilização que modelos de emissor único estruturalmente não conseguem oferecer.

A Visa, um dos apoiadores mais proeminentes, enquadrou sua participação em termos de infraestrutura de confiança. Em pagamentos, observou a Visa, a escala só vem com confiança — e, à medida que as stablecoins evoluem, o foco precisa mudar da velocidade apenas para confiabilidade, governança e interoperabilidade. Levar o mesmo rigor operacional que aplica à sua rede global de cartões para a Open USD é, na visão da Visa, uma forma de construir a camada de confiança que permite que as stablecoins funcionem com segurança dentro do sistema financeiro mais amplo.

Compartilhamento de receita das reservas

A economia é igualmente inovadora. Os parceiros ganham receita a partir das reservas da Open USD, menos apenas a taxa de administração operacional. Na maioria dos arranjos de stablecoins, é o emissor que captura esse rendimento — frequentemente chegando a centenas de milhões de dólares anuais em grande escala. Distribuir essa renda pela rede de parceiros muda substancialmente a estrutura de incentivos, dando às empresas uma participação financeira direta no crescimento e na adoção da stablecoin.

Ampla Adoção pela Indústria e Parcerias Estratégicas

A coalizão por trás da Open USD parece um recorte da infraestrutura financeira global. Mais de 140 empresas de pagamentos, bancos, cripto e tecnologia de consumo já se comprometeram com a rede — um sinal de que o projeto conquistou credibilidade antes mesmo de a primeira transação ser processada.

Grandes empresas e instituições financeiras inscritas

Do lado de pagamentos: Visa, Mastercard, American Express, Discover, Stripe, Adyen, Fiserv, Klarna, Affirm, Brex, Ramp, Western Union, MoneyGram, Remitly e Worldline, entre dezenas de outras. O contingente bancário inclui BlackRock, BNY, Standard Chartered, Commonwealth Bank of Australia, Sumitomo Mitsui Financial Group, DBS, U.S. Bank, BBVA, Mizuho Financial Group, Westpac, Itaú, Chime e muitos outros espalhados pela Ásia, América Latina, Oriente Médio e África.

O ecossistema de cripto e blockchain também está bem representado: Coinbase, Ripple, OKX, Bybit, Gemini, Fireblocks, MetaMask, Aave, eToro, Ledger, MoonPay, Anchorage Digital, Stellar, Polygon, Aptos Labs e mais. E, do setor de tecnologia em geral: Google, Samsung Electronics, IBM, Shopify, Mercado Libre, DoorDash, Grab, Wix e Rakuten Group.

Essa amplitude não é acidental — ela sinaliza que a Open USD está se posicionando como infraestrutura neutra, em vez de um produto atrelado a qualquer vertical específica da indústria.

Integração com a Stripe como stablecoin padrão

Talvez a integração comercialmente mais significativa seja com a Stripe. A Open USD será a stablecoin padrão para empresas que operam na Stripe, um dos maiores processadores de pagamento do mundo em volume de transações. A justificativa da Stripe foi explícita: as empresas precisam de uma stablecoin projetada para uso global em escala industrial — construída não para o comércio de hoje, mas para uma economia daqui a 15 anos, que será fundamentalmente diferente da atual.

A BNY, por sua vez, projetou que o mercado de stablecoins sozinho pode chegar a US$ 1,5 trilhão até 2030 — e indicou que está explorando maneiras de apoiar diretamente a Open USD. Esse tipo de enquadramento institucional, de um dos maiores e mais antigos bancos de custódia do mundo, confere peso significativo ao projeto em um momento em que muitos lançamentos de stablecoins ainda lutam para fechar a lacuna entre o entusiasmo cripto-nativo e a credibilidade das finanças tradicionais.

Perspectivas da Indústria sobre o Potencial da Open USD

Em toda a coalizão, há um fio condutor consistente: as stablecoins deixaram de ser um instrumento de nicho. Elas estão se tornando infraestrutura financeira — e infraestrutura exige governança, padrões compartilhados e incentivos alinhados para funcionar de forma confiável entre fronteiras e instituições.

A BNY enquadrou a questão em termos de evolução de mercado: uma stablecoin com governança neutra e economia compartilhada representa uma combinação que pode destravar a próxima fase de crescimento dos ativos digitais. A Chime descreveu a Open USD como ajudando a criar a base de que as stablecoins precisam para realizar seu potencial como uma estrutura comum para movimentar valor na economia digital. A Shopify apontou o que a construção coletiva de ecossistema significa para os lojistas — quando as plataformas se organizam em torno de stablecoins juntas, o resultado é mais opções no checkout, movimentação de dinheiro mais eficiente e mais oportunidades para empresas de todos os tamanhos à medida que as stablecoins entram no comércio do dia a dia.

O peso analítico por trás do lançamento da Open USD é substancial. Uma stablecoin que distribui receita, opera sob governança compartilhada, elimina custos de emissão e é lançada com mais de 140 apoiadores institucionais não está simplesmente competindo com as stablecoins existentes — está propondo um modelo diferente de como elas devem funcionar. Se esse modelo ganhar tração dependerá fortemente de os efeitos de rede de sua coalizão se mostrarem duradouros quando os volumes reais de transações começarem. Essa pergunta começará a ser respondida ainda este ano.

Perguntas Frequentes

O que é a Open USD?

A Open USD é uma nova stablecoin projetada para a movimentação global de dinheiro. Ela permite que empresas emitam e resgatem o ativo sem custo e sem limites de volume, enquanto os parceiros ganham receita a partir das reservas da stablecoin.

Quem governa a Open USD?

A Open USD é governada de forma colaborativa pela Open Standard, uma empresa independente cujo conselho é composto pelas empresas parceiras participantes da Open USD, garantindo que as decisões reflitam interesses coletivos em vez de individuais.

Quais empresas adotaram a Open USD?

Mais de 140 empresas se inscreveram, incluindo Visa, Stripe, Mastercard, BlackRock, Google, Coinbase e Shopify, juntamente com uma ampla gama de bancos, processadores de pagamento, empresas de cripto e companhias de tecnologia de todo o mundo.

Quando a Open USD estará disponível?

Espera-se que a Open USD entre em operação ainda este ano. Ela será a stablecoin padrão na Stripe no lançamento.

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Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

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