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Acusações do DOJ por Roubo de Criptomoedas: Detento Roubou 290 Mil Dólares Atrás das Grades

Um detento federal que já cumpre pena por um esquema de fraude de vários milhões de dólares agora enfrenta um novo conjunto de acusações do DOJ por roubo de criptomoedas, após supostamente ter roubado cerca de US$ 290.000 em criptomoedas que já haviam sido confiscadas pelo governo dos EUA — e ter feito isso de trás das grades.

Principais pontos

  • Rossen G. Iossifov, um cidadão búlgaro de 53 anos, é acusado de roubar aproximadamente US$ 290.000 em criptomoedas confiscadas enquanto cumpria uma pena de prisão federal.
  • O suposto roubo ocorreu em janeiro de 2024, quase três anos após sua condenação em 2021 por um esquema de fraude em leilões online que lavou quase US$ 5 milhões em criptomoedas.
  • Ele teria movido os fundos por meio de várias corretoras e serviços ilícitos de mixing para impedir a apreensão pelo governo.
  • As acusações atuais incluem remoção de bens para impedir apreensão, auxílio e cumplicidade, e conspiração para cometer lavagem de dinheiro.
  • Se condenado, Iossifov enfrenta até 25 anos adicionais de prisão.

Detento federal é acusado de roubar criptomoedas de bens confiscados pelo governo

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou as acusações na quinta-feira, descrevendo o caso como uma violação direta de uma ordem judicial de confisco ligada à condenação criminal anterior de Iossifov. Rossen G. Iossifov, um cidadão búlgaro, compareceu ao tribunal federal no Distrito Leste de Kentucky no início desta semana.

Detalhes do suposto roubo e cronograma

De acordo com o DOJ, Iossifov teria conspirado para transferir as criptomoedas confiscadas em janeiro de 2024 — tudo isso enquanto estava dentro de uma prisão federal. Os ativos em questão já haviam sido apreendidos pelo governo e estavam sujeitos a uma ordem de confisco judicial decorrente de sua condenação anterior.

É difícil ignorar a ousadia do suposto esquema. Promotores afirmam que Iossifov não apenas tentou acessar fundos que ainda não havia entregue. Ele teria movido ativos que o tribunal já havia reivindicado, aparentemente coordenando com pessoas de fora para executar as transferências.

Acusações legais e possível pena

As acusações que Iossifov agora enfrenta são três: remoção de bens para impedir apreensão, auxílio e cumplicidade, e conspiração para cometer lavagem de dinheiro. Cada uma é grave por si só. Juntas, expõem-no a uma pena máxima de 25 anos de prisão se for condenado — além do tempo que já está cumprindo.

Contexto da condenação anterior e da conduta criminosa de Rossen G. Iossifov

Esta não é a primeira vez que Iossifov enfrenta promotores federais por causa de criptomoedas. Seu histórico com os tribunais dos EUA é extenso, e sua situação atual é uma extensão direta de condutas iniciadas anos antes.

Esquema de fraude anterior e condenação

Em 2021, Iossifov foi condenado no Distrito Leste de Kentucky por comandar um esquema de fraude em leilões online que lavou quase US$ 5 milhões em criptomoedas em um período de menos de três anos. O esquema tinha como alvo vítimas nos EUA, enganando compradores por meio de anúncios falsos de leilões online e canalizando os recursos por meio de vias cripto.

Detalhes da sentença e da restituição

Essa condenação resultou em uma pena de 111 meses de prisão federal. O tribunal também ordenou que ele pagasse US$ 2.642.297,43 em restituição às vítimas, além do confisco de ativos. São justamente os ativos vinculados a essa ordem de confisco que, segundo os promotores, ele agora tentou recuperar de forma ilícita.

A dimensão da fraude original — e o fato de que já havia uma ordem judicial de confisco em vigor — torna as novas alegações particularmente marcantes. A criptomoeda que ele supostamente moveu não lhe pertencia mais. Ela havia passado legalmente para o governo dos EUA.

Métodos usados no suposto roubo de criptomoedas e declaração oficial do DOJ

A mecânica alegada do esquema revela um esforço deliberado para obscurecer o rastro dos fundos. Iossifov é acusado de encaminhar as criptomoedas por meio de múltiplas corretoras e serviços ilícitos de mixing, ferramentas comumente usadas para quebrar a rastreabilidade de transações em blockchains públicas. A intenção, segundo os promotores, era impedir que o governo dos EUA tomasse posse dos fundos.

Serviços de mixing — às vezes chamados de tumblers — reúnem e redistribuem cripto entre diferentes carteiras de maneiras projetadas para romper o vínculo entre remetente e destinatário. Seu uso nesse contexto indica que quem orquestrou a movimentação desses ativos entendia de forense em blockchain o suficiente para tentar burlá-la.

O Procurador-Adjunto-Geral A. Tysen Duva, da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, foi direto: “Tendo sido condenado por um amplo esquema de fraude em leilões online que tinha como alvo vítimas nos EUA, Iossifov agora é acusado de mover criptomoedas que obteve com esse crime, em violação de uma ordem judicial de confisco.”

O caso destaca um desafio mais amplo para a recuperação de ativos pelo governo na era cripto. Ordens judiciais de confisco tradicionalmente se aplicam a contas bancárias e bens físicos que são simples de bloquear. Criptomoedas são diferentes — chaves privadas, e não ordens judiciais, controlam em última instância o acesso a fundos on-chain. Se um detento mantém o conhecimento dessas chaves, ou tem cúmplices do lado de fora que as conhecem, a reivindicação legal do governo sobre esses ativos não se traduz automaticamente em controle físico.

É exatamente essa vulnerabilidade que esta ação penal parece testar. A decisão do DOJ de apresentar acusações que incluem conspiração para cometer lavagem de dinheiro sugere que investigadores federais rastrearam a movimentação dos fundos apesar das tentativas de ofuscação — um sinal de que a análise de blockchain desempenhou um papel, mesmo que os detalhes da investigação permaneçam não divulgados.

Perguntas frequentes

Quem é Rossen G. Iossifov?

Rossen G. Iossifov é um cidadão búlgaro de 53 anos que foi condenado em 2021 por um esquema de fraude em leilões online que lavou quase US$ 5 milhões em criptomoedas. Ele está atualmente cumprindo uma pena federal de 111 meses de prisão e agora é acusado de roubar aproximadamente US$ 290.000 em criptomoedas confiscadas do governo dos EUA.

Quais são as novas acusações contra Iossifov?

Ele enfrenta três acusações: remoção de bens para impedir apreensão, auxílio e cumplicidade, e conspiração para cometer lavagem de dinheiro. As acusações estão relacionadas à suposta transferência não autorizada de cerca de US$ 290.000 em criptomoedas que já haviam sido confiscadas pelo governo dos EUA sob uma ordem judicial.

Como Iossifov teria tentado esconder as criptomoedas roubadas?

De acordo com o DOJ, ele teria transferido os fundos por meio de múltiplas corretoras de criptomoedas e serviços ilícitos de mixing — ferramentas projetadas para obscurecer trilhas de transações em blockchains públicas — enquanto ainda estava encarcerado e cumprindo sua pena federal existente.

Quais penas Iossifov pode enfrentar se for condenado por essas novas acusações?

Se for condenado pelas acusações atuais, Iossifov enfrenta uma pena máxima de 25 anos de prisão, além do tempo que já está cumprindo em decorrência de sua condenação de 2021.

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Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

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