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Coreia do Sul vai classificar os ativos de criptomoeda como propriedade nacional até 2027

A Coreia do Sul está se preparando para fazer algo que poucos governos tentaram nessa escala: integrar formalmente ativos em criptomoedas ao seu arcabouço jurídico nacional — não como instrumentos especulativos a serem apenas monitorados, mas como propriedade soberana a ser administrada. A medida, descrita no roteiro de política econômica do Ministério da Economia e Finanças, revisaria uma lei em vigor desde 1950.

Pontos principais

  • A Coreia do Sul planeja revisar a Lei de Propriedade Nacional de 1950 para classificar moedas virtuais e propriedade intelectual como ativos nacionais.
  • O governo vai testar títulos públicos tokenizados em 2027, vinculados à infraestrutura de CBDC do Banco da Coreia.
  • Emendas legais que entrarão em vigor em 4 de fevereiro de 2027 reconhecerão formalmente registros baseados em blockchain como registros de valores mobiliários sob a Lei de Mercado de Capitais e a Lei Eletrônica.
  • Autoridades estão estudando a tokenização de imóveis de propriedade do Estado para abrir retornos de investimento a investidores de varejo.
  • O Ministério das Finanças começará a testar depósitos tokenizados para gastos do governo no quarto trimestre do ano corrente.

Reforma legal da Coreia do Sul para classificar criptomoedas como ativos nacionais

A abordagem da Coreia do Sul aqui é deliberada e estrutural. Em vez de criar uma regulamentação específica para cripto nas margens, o governo está indo direto ao alicerce — reescrevendo a definição de o que o Estado realmente possui. A Lei de Propriedade Nacional, que remonta a 1950, nunca teve que lidar com ativos digitais. Isso está prestes a mudar.

Revisão da Lei de Propriedade Nacional de 1950

A revisão proposta traria moedas virtuais e propriedade intelectual formalmente para o escopo da classificação de ativos nacionais da Coreia do Sul. Para um arcabouço de gestão de ativos de 76 anos construído no rescaldo da Guerra da Coreia, isso não é uma simples correção. Representa uma mudança filosófica em como o governo categoriza valor — reconhecendo que a riqueza no século XXI não vem apenas em forma física ou em papel.

O Ministério da Economia e Finanças divulgou o roteiro de política econômica como parte de um esforço mais amplo para modernizar a gestão de bens de propriedade do Estado. Incluir ativos digitais no registro nacional faz mais do que renomear categorias — cria infraestrutura jurídica para que o governo detenha, administre e eventualmente tokenize esses ativos sob um arcabouço reconhecido.

Reconhecimento jurídico da blockchain até 2027

Emendas legais com vigência em 4 de fevereiro de 2027 reconhecerão formalmente registros baseados em blockchain como registros de valores mobiliários tanto sob a Lei de Mercado de Capitais quanto sob a Lei Eletrônica. Isso é importante porque remove uma ambiguidade jurídica significativa que há muito tempo complica a adoção institucional de blockchain nas finanças sul-coreanas.

Uma vez que registros em blockchain tenham o mesmo status jurídico que registros tradicionais de valores mobiliários, as transações registradas nesses livros terão força executória nos sistemas financeiro e jurídico do país. Esse é o tipo de mudança fundamental que, silenciosamente, transforma o que instituições financeiras, órgãos governamentais e investidores podem efetivamente fazer com instrumentos tokenizados.

Programas-piloto para títulos públicos e imóveis tokenizados

A agenda de tokenização do governo não é teórica — ela vem com uma data de lançamento concreta e um parceiro de integração definido.

Piloto em 2027 para títulos públicos tokenizados

O piloto de títulos públicos tokenizados da Coreia do Sul está programado para 2027, com o Ministério citando o potencial da tecnologia blockchain para reduzir custos de transação e acelerar os tempos de liquidação nas finanças públicas. A emissão e a gestão de títulos historicamente carregam uma sobrecarga administrativa que a tecnologia de registros distribuídos foi projetada para reduzir. Realizar esse experimento com títulos públicos — alguns dos instrumentos financeiros mais padronizados e monitorados de perto — é um teste significativo de se a blockchain pode realmente melhorar operações do setor público em escala.

O Ministério das Finanças também confirmou que começará a testar depósitos tokenizados para gastos do governo no quarto trimestre do ano corrente, um passo de curto prazo que prepara o terreno antes do lançamento do programa maior de títulos em 2027.

Planos para explorar a tokenização de imóveis estatais para investidores de varejo

Talvez o elemento socialmente mais significativo do roteiro seja a proposta de tokenizar imóveis de propriedade do Estado. As autoridades estão estudando ativamente como permitir que investidores de varejo participem dos retornos de investimento em propriedades estatais por meio de estruturas de propriedade tokenizada. Isso marcaria uma mudança em quem tem acesso aos retornos de imóveis detidos pelo governo — tradicionalmente uma classe de ativos reservada a players institucionais ou proprietários diretos.

Os detalhes sobre como a participação de varejo seria estruturada, regulamentada ou protegida ainda estão em estudo, mas a direção é clara: acesso fracionado, baseado em blockchain, a ativos públicos historicamente ilíquidos.

Integração com a CBDC e a infraestrutura de blockchain do Banco da Coreia

A arquitetura que sustenta tudo isso é a rede de moeda digital de banco central do Banco da Coreia. O governo declarou sua intenção de conectar títulos públicos tokenizados à infraestrutura da CBDC do Banco da Coreia durante o piloto de 2027 — fazendo da camada de CBDC não apenas um experimento de pagamentos, mas a espinha dorsal de liquidação para ativos digitais soberanos.

Vinculando ativos tokenizados à infraestrutura de CBDC

O Banco da Coreia já iniciou testes de sua CBDC com bancos comerciais. Conectar títulos públicos tokenizados a essa mesma infraestrutura durante o piloto daria a todo o sistema um trilho de liquidação ativo e testado, em vez de construir um do zero. A integração reflete uma lógica de design mais ampla: em vez de conduzir experimentos paralelos, a Coreia do Sul parece estar trabalhando em direção a uma camada única de blockchain financeiro público.

Estudo de interoperabilidade entre redes blockchain

O governo também reconheceu que está estudando a interoperabilidade entre a rede blockchain do banco central e outras plataformas de registros distribuídos. É aqui que a complexidade técnica começa a se acumular. Um sistema de CBDC fechado que não consegue se comunicar com plataformas externas limita sua utilidade; um sistema aberto levanta questões sobre segurança, soberania e supervisão regulatória. A Coreia do Sul ainda não resolveu essas questões, mas o fato de estarem explicitamente na agenda de pesquisa sinaliza um nível de seriedade institucional que vai além da aparência de programas-piloto.

O que a Coreia do Sul está construindo, peça por peça, é uma infraestrutura estatal de ativos digitais que vai desde a classificação jurídica no topo — a Lei de Propriedade Nacional — passando pela legislação de mercado no meio — a Lei de Mercado de Capitais e a Lei Eletrônica — até a camada de liquidação na base, ancorada pela CBDC do Banco da Coreia. Se o cronograma será cumprido e se os desafios de interoperabilidade poderão ser resolvidos determinará se isso se tornará um modelo a ser estudado de perto por outros governos.

Perguntas frequentes

Que mudanças a Coreia do Sul fará em sua Lei de Propriedade Nacional?

A Coreia do Sul planeja revisar a Lei de Propriedade Nacional de 1950 para classificar moedas virtuais e propriedade intelectual como ativos nacionais, modernizando um arcabouço que não foi atualizado para refletir o valor digital em mais de sete décadas.

Quando a Coreia do Sul fará o piloto de títulos públicos tokenizados?

O governo fará o piloto de títulos públicos tokenizados em 2027, com planos de vinculá-los à infraestrutura de CBDC do Banco da Coreia durante esse programa.

Como a blockchain será reconhecida juridicamente nas leis financeiras da Coreia do Sul?

Emendas legais com vigência em 4 de fevereiro de 2027 darão aos registros baseados em blockchain reconhecimento formal como registros de valores mobiliários tanto sob a Lei de Mercado de Capitais quanto sob a Lei Eletrônica.

Quais são os planos para tokenizar imóveis de propriedade do Estado?

As autoridades estão estudando a tokenização de imóveis de propriedade do Estado para permitir que investidores de varejo participem e compartilhem retornos de investimento, embora os detalhes regulatórios e estruturais ainda estejam em análise.

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Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

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