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Processo da Kalshi em Nova Iorque exige 100 mil dólares por aposta e multas de triplo ganho

Nova York traçou uma linha dura contra os mercados de previsão — e a Kalshi é o alvo mais recente. O estado entrou com um processo contra a plataforma licenciada federalmente em 31 de julho, alegando que ela opera um negócio de jogos de azar não licenciado em violação à lei de Nova York, configurando um dos desafios em nível estadual mais agressivos até agora ao setor em expansão de mercados de previsão. O processo de Nova York contra a Kalshi chega em um momento em que a empresa vinha em forte ascensão, tornando a ameaça jurídica ainda mais consequente.

Pontos-chave

  • A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, entrou com uma ação contra a Kalshi na Suprema Corte de Nova York, acusando-a de operar uma casa de apostas não licenciada.
  • O processo busca impedir a Kalshi de operar em Nova York, além de penalidades civis equivalentes ao triplo dos ganhos da empresa e US$ 100.000 por oferta de aposta não autorizada.
  • A Kalshi supostamente permitiu que usuários de 18 a 20 anos fizessem apostas, abaixo da idade mínima de 21 anos exigida por Nova York para apostas esportivas móveis.
  • A ação segue uma ordem de cessar e desistir emitida em outubro pela Comissão de Jogos do Estado de Nova York, com a qual a Kalshi não teria cumprido.
  • Um juiz federal negou as tentativas da Kalshi de bloquear os reguladores de Nova York em 7 de julho e novamente em 27 de julho, deixando a empresa com pouca proteção jurídica.

Nova York processa Kalshi por jogos de azar não licenciados

A petição, protocolada em um tribunal estadual em Manhattan, acusa a Kalshi de não obter uma licença da Comissão de Jogos do Estado de Nova York antes de permitir que usuários negociassem contratos baseados em resultados previstos de esportes, eleições e eventos culturais. A procuradora-geral Letitia James foi direta em sua caracterização da plataforma.

“As leis de jogos de azar de Nova York protegem crianças de apostas por menores de idade e ajudam a combater o vício em jogos”, disse James. “Não importa como se chamem, mercados de previsão como a Kalshi são plataformas de jogos de azar, simples assim.”

A governadora Kathy Hochul reforçou essa visão, afirmando que a Kalshi escolheu ignorar as leis de jogos de Nova York — leis concebidas para proteger os consumidores, prevenir o jogo problemático e garantir que todas as empresas concorram em condições iguais. “Essa escolha tem consequências”, disse ela.

Acusações de apostas ilegais em contratos de eventos

No centro do caso está a forma como Nova York caracteriza o produto principal da Kalshi. O gabinete da procuradora-geral argumenta que os contratos de eventos — em que usuários apostam em resultados como quem vence o Super Bowl, uma eleição presidencial ou um reality show como “Big Brother” — são jogos de azar com outro nome. As pessoas estão arriscando dinheiro em eventos sobre cujos resultados não têm controle, argumenta o estado, o que coloca a Kalshi claramente dentro do escopo da lei de jogos de azar de Nova York.

Notavelmente, James havia apresentado petições semelhantes em abril contra outros dois operadores de mercados de previsão, a Coinbase Financial Markets e a Gemini Titan, descrevendo os contratos de eventos das três empresas como “essencialmente” jogos de azar. O caso Kalshi se encaixa em uma estratégia estadual mais ampla de tratar o setor de mercados de previsão como uma extensão não licenciada da indústria de jogos de azar.

Violações de apostas por menores de idade

O processo também se concentra em uma questão de verificação de idade com peso jurídico significativo. De acordo com a petição, a Kalshi permitiu que usuários de 18 a 20 anos fizessem apostas em sua plataforma. Pela lei de Nova York, a idade mínima para apostas esportivas móveis é 21 anos — um limite que as casas de apostas licenciadas são obrigadas a aplicar. O processo também destaca mercados da Kalshi envolvendo equipes universitárias de Nova York, outra categoria explicitamente proibida para operadores licenciados no estado.

Essa acusação específica importa para além da tecnicalidade jurídica. Tribunais e reguladores frequentemente tratam o acesso de menores como evidência de falhas sistêmicas de conformidade, e isso dá a Nova York um argumento que ressoa para além do debate abstrato sobre jurisdição federal versus estadual.

Medidas jurídicas buscadas no processo

Impedir as operações da Kalshi em Nova York

O pedido imediato é direto: o estado quer que a Kalshi seja interrompida. A petição solicita uma ordem judicial impedindo a empresa de operar um negócio de jogos de azar não licenciado dentro de Nova York. Ela também busca uma prestação de contas completa das apostas dos clientes, perdas e lucros da empresa — um nível de transparência financeira que revelaria a dimensão da atividade da Kalshi baseada em Nova York.

Detalhes de penalidades e restituição

A exposição financeira é substancial. Nova York busca penalidades civis equivalentes ao triplo dos ganhos da Kalshi provenientes da atividade supostamente ilegal, além de US$ 100.000 para cada oferta de aposta não autorizada ou tentativa de oferta. O processo também exige restituição aos clientes e o confisco dos ganhos ilegais. Dado o volume de negociações que uma plataforma de mercados de previsão processa, mesmo uma prestação de contas parcial pode resultar em um número muito elevado.

Contexto regulatório e judicial

Ordem de cessar e desistir e ações em tribunal federal

Esse processo não surgiu do nada. A Comissão de Jogos do Estado de Nova York emitiu uma ordem de cessar e desistir contra a Kalshi em outubro — um alerta com o qual a empresa efetivamente se recusou a cumprir. A Kalshi, de fato, havia processado preventivamente Nova York em outubro passado para bloquear a aplicação da lei, uma estratégia jurídica que até agora não funcionou a seu favor.

Um juiz federal negou a tentativa da Kalshi de bloquear os reguladores estaduais em 7 de julho e depois rejeitou um novo pedido de liminar pendente de recurso em 27 de julho. A juíza distrital dos EUA Analisa Torres concluiu que os interesses de Nova York — prevenir o vício em jogos de azar, preservar a integridade esportiva e evitar a proliferação de contratos não regulamentados — superavam “fortemente” os argumentos da Kalshi sobre preempção federal e as dificuldades operacionais que a aplicação da lei criaria.

Adicionando outra camada de urgência, menos de uma hora antes de Nova York entrar com o processo, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) apresentou uma moção “de emergência” em um tribunal federal em Manhattan para interromper a atividade de aplicação da lei por parte de Nova York, chamando-a de “excesso” que prejudicaria irreparavelmente a agência e os mercados que ela regula. A CFTC reivindicou supervisão exclusiva sobre mercados de previsão e contestou a atividade regulatória em pelo menos nove estados, incluindo Nova York, contra o qual entrou com uma ação em abril.

Desafios mais amplos enfrentados pelos mercados de previsão

O cenário regulatório nacional é genuinamente misto. Em Minnesota, a Kalshi e a rival Polymarket obtiveram uma vitória temporária quando o Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Minnesota decidiu que a lei estadual que proíbe mercados de previsão provavelmente conflita com a Lei de Bolsa de Mercadorias (Commodity Exchange Act), concedendo uma liminar preliminar em favor delas. Mas pelo menos outros quatro estados — Massachusetts, Michigan, Nevada e Washington — obtiveram ordens judiciais restringindo as atividades da Kalshi.

O que esse mosaico revela é que a indústria de mercados de previsão está travando uma guerra jurídica em múltiplas frentes, sem um desfecho consistente. Argumentos de preempção federal que têm sucesso em um distrito fracassam em outro. A intervenção da CFTC complica ainda mais o quadro, criando um impasse triplo entre reguladores federais, procuradores-gerais estaduais e as próprias plataformas.

Crescimento de usuários e avaliação de mercado da Kalshi

O momento dessa escalada jurídica é marcante, dado o recente impulso comercial da Kalshi. A plataforma adicionou 3 milhões de usuários durante a Copa do Mundo, mais do que dobrando sua base de usuários em relação aos 2 milhões reportados no início de maio, segundo a CNBC. A empresa também mirava uma avaliação de US$ 40 bilhões durante uma rodada de financiamento em junho — um valor que reflete o quão seriamente os investidores passaram a encarar o potencial de crescimento do setor desde que os mercados de previsão ganharam atenção mainstream durante a eleição presidencial dos EUA de 2024.

Essa trajetória comercial agora entra em conflito direto com a crescente pressão jurídica. A Kalshi não enfrenta apenas o processo de um único estado; ela opera em um ambiente em que seu status jurídico é ativamente contestado em todo o país, seu aliado federal na CFTC trava suas próprias batalhas de jurisdição e os tribunais chegam a conclusões conflitantes. Para investidores que precificaram aquela meta de US$ 40 bilhões, o processo de Nova York — respaldado por todo o aparato de aplicação da lei do estado e por uma acusação prejudicial de apostas por menores — introduz uma variável que métricas de crescimento, por si só, não conseguem resolver.

A Kalshi não havia fornecido um comentário até o momento da publicação.

Perguntas frequentes

Por que Nova York processou a Kalshi?

Nova York processou a Kalshi alegando que ela opera um negócio de jogos de azar não licenciado, oferecendo apostas ilegais em esportes, eleições e cultura, sem obter a licença exigida da Comissão de Jogos do Estado de Nova York.

Que penalidades Nova York busca impor à Kalshi?

O processo busca impedir a Kalshi de operar em Nova York e exige penalidades civis equivalentes ao triplo dos ganhos da empresa provenientes da atividade supostamente ilegal, além de US$ 100.000 por oferta de aposta não autorizada ou tentativa de oferta, juntamente com restituição aos clientes e confisco dos ganhos ilegais.

O processo alega que a Kalshi permitiu apostas por menores de idade?

Sim. O processo alega que a Kalshi permitiu que usuários de 18 a 20 anos fizessem apostas em sua plataforma, o que é proibido pela lei de Nova York, onde a idade mínima para apostas esportivas móveis é 21 anos.

A Kalshi respondeu ao processo?

A Kalshi não havia fornecido um comentário até o momento da publicação. A empresa emitiu uma declaração dizendo que “os estados não podem simplesmente fechar uma bolsa licenciada federalmente”, em resposta ao esforço mais amplo de aplicação da lei por parte de Nova York.

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Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

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