O BPER está avançando mais fundo em um dos negócios bancários italianos mais acompanhados, movendo-se para assumir o lugar deixado pelo Banco BPM na disputa pela BFF. O banco entrou na data room da BFF e abriu negociações com a AMCO para explorar uma nova transação, tudo isso enquanto conduz duas grandes operações de capital próprias. Essa combinação de operações de M&A e engenharia financeira está no centro da atual história de recompra de ações e aquisição do BPER, e já está abalando os investidores: as ações do BPER caíram 1,46%, ficando abaixo de €14, no dia em que os movimentos foram confirmados.
Summary
Pontos-chave
- O BPER entrou na data room da BFF e iniciou discussões com a AMCO após a retirada do Banco BPM do projeto de aquisição.
- Ainda não existe oferta vinculativa; a estrutura da aquisição e a exposição internacional da BFF permanecem em aberto.
- O Banco BPM saiu do negócio devido a preocupações com avaliação e escopo, supostamente compartilhadas pelo acionista Crédit Agricole, que detém 29,3%.
- O BPER lançou uma recompra de ações de até 3% do capital, no valor de até €750 milhões, em vigor até 19 de junho de 2027.
- O BPER também está encerrando antecipadamente sua posição em Total Return Swap, enquanto a BFF persegue uma mega-securitização de cerca de €1,3 bilhão com JP Morgan e PwC.
BPER avança esforços de aquisição da BFF após retirada do Banco BPM
O BPER ocupou o vácuo deixado pelo Banco BPM, posicionando-se como o novo candidato a redefinir o futuro da BFF. O banco, liderado pelo CEO Giuseppe Sica, agora está examinando diretamente os livros da BFF em vez de esperar à margem.
Entrada na data room da BFF e discussões com a AMCO
Segundo relatos, o BPER teria entrado na data room da BFF e iniciado discussões com a AMCO para avaliar uma nova transação após a retirada do Banco BPM. As duas partes estariam trabalhando em direção a uma abordagem conjunta, embora os termos exatos de qualquer parceria ainda precisem ser definidos. Os assessores da BFF, Morgan Stanley e Mediobanca, estariam tentando conduzir o processo de forma a evitar uma cisão que possa prejudicar o valor global do grupo — preocupação ecoada por acionistas como Paul Basil, Marco Drago e Alken Capital, que apontaram o risco de fragmentação em uma carta ao conselho.
Desafios incluindo estrutura da aquisição e exposição internacional
Ainda não há oferta vinculativa, e vários pontos permanecem em aberto, começando pela estrutura da potencial aquisição e pela gestão da exposição internacional da BFF. Um dos principais entraves é a carteira de factoring: a AMCO pode operar diretamente apenas na Itália, enquanto a BFF também tem exposição na Alemanha, Espanha e Polônia. Uma das opções em discussão permitiria que a AMCO adquirisse a carteira completa antes de transferir os componentes estrangeiros para outro investidor — um arranjo que adiciona complexidade e ainda exige acordo sobre o preço. Do ponto de vista estrutural, as possibilidades vão desde uma oferta pública (OPA), potencialmente promovida pelo BPER, até uma operação de capital, mas ainda não existe acordo definitivo nem avaliação oficial.
Retirada do Banco BPM e impacto na dinâmica do negócio BFF
A saída do Banco BPM reorganizou todo o dossiê BFF e abriu espaço para o BPER. O banco, liderado por Giuseppe Castagna, havia inicialmente imaginado uma divisão de papéis com a AMCO: o Banco BPM ficaria com a custódia e os serviços de pagamento, enquanto uma entidade controlada pelo Tesouro assumiria a carteira de factoring. Esse plano travou quando o Banco BPM levantou dúvidas sobre o escopo e a avaliação do projeto — preocupações supostamente compartilhadas por seu principal acionista, o Crédit Agricole, que controla 29,3% do banco. Uma vez que Castagna se afastou das negociações sobre a BFF, o campo ficou aberto para a entrada de um novo player.
Reestruturação da BFF após inspeção do Banco da Itália
A situação atual da BFF remonta a uma inspeção do Banco da Itália que obrigou a empresa a uma profunda reavaliação de créditos e a uma mudança na gestão. Essa pressão regulatória é o motivo pelo qual uma venda está sequer sendo considerada.
Reavaliação de créditos e mudanças no conselho
A inspeção levou a BFF a reavaliar créditos de aproximadamente €1,36 bilhão e motivou a inclusão de dois comissários em seu conselho, Francesco Fioretto e Raffaele Lener. Desde então, o banco vem conduzindo um processo de reestruturação que pode acabar resultando na venda do grupo — o próprio processo que agora atrai BPER e AMCO para a negociação.
Plano de mega-securitização envolvendo JP Morgan e PwC
Paralelamente às conversas de venda, a BFF está perseguindo uma mega-securitização de aproximadamente €1,3 bilhão, com participação de JP Morgan e PwC. Isso é relevante porque a BFF corre contra um calendário de capital: a pressão de provisões deve se intensificar a partir de 2028, tornando necessário agir sobre a carteira de factoring agora para evitar uma absorção de capital mais pesada adiante.
Manobras financeiras do BPER em meio às negociações de aquisição
Enquanto o dossiê BFF se desenrola, o BPER está simultaneamente reconfigurando seu próprio balanço por meio de duas operações de capital de grande porte — movimentos que mostram que o banco está preparando flexibilidade financeira independentemente do desfecho das negociações de aquisição.
Detalhes do programa de recompra de ações
O BPER iniciou uma recompra de até 3% de seu capital, por um máximo de €750 milhões, equivalente a até 52,6 milhões de ações. O programa pode se estender até 19 de junho de 2027. As compras ocorrerão na Euronext Milano por meio de um intermediário independente, em conformidade com os limites do BCE e com as autorizações concedidas pelas assembleias de acionistas. Essa recompra é um dos sinais mais claros de como a estratégia de recompra e aquisição do BPER está se desenrolando em trilhos paralelos — retorno de capital de um lado, ambição de M&A do outro.
Encerramento antecipado do Total Return Swap (TRS)
Ao mesmo tempo, o BPER decidiu encerrar antecipadamente o Total Return Swap ao qual aderiu em outubro de 2025. A posição ligada a esse derivativo atualmente equivale a 8,05% do capital do banco e será reduzida gradualmente, começando com um primeiro lote de 1,88%, ou cerca de 33 milhões de ações, até chegar a zero. A desmontagem ocorrerá em tranches, com um limite diário atrelado aos volumes médios de negociação dos últimos 20 dias e não superior a 15% do volume daquele dia — um desenho pensado para limitar a perturbação no papel. Por causa dessa estrutura, a duração total do processo dependerá em grande medida de quão líquido o mercado permanecerá nos próximos meses.
Em conjunto, a recompra e o encerramento do TRS revelam um banco que administra cuidadosamente sua própria história de capital ao mesmo tempo em que mira um alvo externo. Para os mercados, esse duplo sinal explica por que o preço das ações do BPER oscilou no mesmo dia em que esses movimentos foram confirmados: os investidores estão digerindo tanto a promessa de uma presença maior em finanças especializadas quanto o custo de curto prazo de financiar duas operações de capital ao mesmo tempo.
Perguntas frequentes
Por que o Banco BPM se retirou do projeto de aquisição da BFF?
O Banco BPM se retirou devido a preocupações com o escopo e a avaliação do projeto, preocupações supostamente compartilhadas por seu principal acionista, o Crédit Agricole, que detém 29,3% do banco.
Quais medidas financeiras o BPER tomou em meio às negociações de aquisição da BFF?
O BPER iniciou um programa de recompra de ações de até 3% de seu capital, no valor de até €750 milhões, e começou o encerramento antecipado de sua posição em Total Return Swap.
Quais desafios complicam a potencial aquisição da BFF pelo BPER?
Os desafios incluem definir a estrutura da aquisição, gerir a exposição internacional de factoring da BFF na Alemanha, Espanha e Polônia e lidar com as preocupações dos acionistas sobre a fragmentação de ativos.
Qual é a importância do plano de mega-securitização da BFF?
A mega-securitização da BFF, de cerca de €1,3 bilhão e envolvendo JP Morgan e PwC, visa fortalecer sua posição de capital enquanto o processo de reestruturação e potencial venda continua.
{“@context”:”https://schema.org”,”@type”:”FAQPage”,”mainEntity”:[{“@type”:”Question”,”name”:”Por que o Banco BPM se retirou do projeto de aquisição da BFF?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”O Banco BPM se retirou devido a preocupações com o escopo e a avaliação do projeto, preocupações supostamente compartilhadas por seu principal acionista, o Crédit Agricole, que detém 29,3% do banco.”}},{“@type”:”Question”,”name”:”Quais medidas financeiras o BPER tomou em meio às negociações de aquisição da BFF?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”O BPER iniciou um programa de recompra de ações de até 3% de seu capital, no valor de até €750 milhões, e começou o encerramento antecipado de sua posição em Total Return Swap.”}},{“@type”:”Question”,”name”:”Quais desafios complicam a potencial aquisição da BFF pelo BPER?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”Os desafios incluem definir a estrutura da aquisição, gerir a exposição internacional de factoring da BFF na Alemanha, Espanha e Polônia e lidar com as preocupações dos acionistas sobre a fragmentação de ativos.”}},{“@type”:”Question”,”name”:”Qual é a importância do plano de mega-securitização da BFF?”,”acceptedAnswer”:{“@type”:”Answer”,”text”:”A mega-securitização da BFF, de cerca de €1,3 bilhão e envolvendo JP Morgan e PwC, visa fortalecer sua posição de capital enquanto o processo de reestruturação e potencial venda continua.”}}]}
Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

