A Jump Capital acaba de fechar seu maior fundo de venture capital até hoje — um veículo de US$ 350 milhões que sinaliza uma clara mudança estratégica em direção a investimentos em cripto e blockchain em estágio inicial. O movimento posiciona a empresa sediada em Chicago como um dos players institucionais mais agressivos apostando em infraestrutura de ativos digitais em um momento em que muitos investidores ainda estão calibrando sua exposição ao setor.
Summary
Principais destaques
- A Jump Capital fechou seu sétimo fundo de venture capital com US$ 350 milhões em compromissos totais de capital, o maior até hoje.
- O fundo tem como alvo startups de infraestrutura de blockchain, DeFi, Web3, fintech e software corporativo.
- Adições recentes ao portfólio incluem Securitize, Shelby e KGeN — abrangendo tokenização, infraestrutura de armazenamento e distribuição Web3.
- A KGeN levantou US$ 13,5 milhões em uma rodada estratégica apoiada por Jump Crypto, Accel e Prosus Ventures em setembro de 2025.
- A Jump Capital concluiu mais de 100 investimentos e quase 30 saídas desde sua fundação em 2012.
Jump Capital fecha seu maior fundo de venture capital em US$ 350 milhões
De acordo com um anúncio de 29 de julho, o Fund VII marca uma escalada significativa para uma empresa que começou apoiando companhias de software e tecnologia fora dos tradicionais mercados costeiros de venture capital. Desde sua fundação em 2012 ao lado da Jump Trading, a empresa montou discretamente um portfólio de mais de 100 investimentos — mas este fundo é diferente tanto em tamanho quanto em intenção.
O novo veículo não é simplesmente uma versão maior do que veio antes. A estratégia de fundo cripto da Jump Capital agora coloca blockchain e ativos digitais no centro da tese de investimento, não como uma alocação lateral. O fundo ainda cobrirá fintech, infraestrutura de TI e dados, comércio e mídia, e SaaS B2B — mas a empresa deixou claro que está dedicando mais capital e pessoal ao ecossistema cripto do que nunca.
Isso é um sinal significativo. Quando uma empresa com o pedigree e o respaldo institucional da Jump Capital desloca seu centro de gravidade em direção à infraestrutura cripto, tende a puxar outros capitais na mesma direção.
Foco estratégico em startups de cripto e blockchain em estágio inicial
O mandato do fundo cobre toda a pilha da economia digital emergente: infraestrutura de blockchain, finanças descentralizadas, aplicações Web3, fintech e software corporativo. Os sócios Saurabh Sharma e Peter Johnson lideram a equipe dedicada de investimentos em cripto, apoiando-se em experiências em sistemas distribuídos, infraestrutura de computação, fintech e mercados de capitais.
Alvos de investimento e alocação do fundo
O portfólio cripto existente da Jump Capital já abrange uma ampla gama: corretoras com on-ramps fiduciários, plataformas de empréstimo e crédito, software de compliance, ferramentas de gestão de ativos, protocolos DeFi, games e redes blockchain. O novo fundo aprofunda essa exposição em vez de se diversificar para longe dela.
A empresa apontou três forças convergentes por trás da estratégia: o aumento da participação institucional nos mercados cripto, a contínua adoção pelo varejo e o rápido desenvolvimento de produtos em todo o setor. Em conjunto, essas tendências criam o tipo de oportunidade em estágio inicial que a Jump Capital historicamente mirou em outros verticais de tecnologia.
Expansão do portfólio cripto
A mudança não é apenas retórica estratégica. No último ano, a Jump Capital e sua afiliada Jump Crypto — a divisão dedicada a ativos digitais da Jump Trading — fizeram uma série de apostas direcionadas que ilustram exatamente onde a empresa vê valor sendo criado.
Principais investimentos em cripto e destaques do portfólio
Três investimentos em particular se destacam como marcadores da tese atual da empresa: uma participação na Securitize, o envolvimento na rede de armazenamento Shelby e o apoio à última rodada de financiamento da KGeN.
Participação acionária na Securitize
Em maio de 2025, a Jump Crypto adquiriu uma participação acionária significativa na Securitize por um valor não divulgado. A parceria foi desenhada para expandir o acesso institucional a ativos do mundo real tokenizados — incluindo Treasuries dos EUA, crédito privado e private equity — ao mesmo tempo em que melhora as soluções de gestão de colateral. O diretor de operações da Securitize, Michael Sonnenshein, descreveu o investimento como evidência da convicção institucional crescente em tokenização e em seu papel nos mercados de capitais.
Esse enquadramento importa. A tokenização de ativos do mundo real há muito é discutida como uma oportunidade de múltiplos trilhões de dólares, mas a infraestrutura em nível institucional ficou atrás da teoria. A entrada da Jump Crypto na Securitize sugere que ela vê essa lacuna como em processo de fechamento — e que vale a pena possuir uma parte disso.
Armazenamento quente descentralizado Shelby
Um mês depois, em junho de 2025, a Jump Crypto e a Aptos Labs apresentaram conjuntamente a Shelby, uma rede de armazenamento quente descentralizada criada para oferecer infraestrutura em nível de nuvem para aplicações Web3. O projeto aborda um gargalo técnico específico: a incapacidade histórica das blockchains de atender grandes conjuntos de dados com eficiência e velocidade.
A Shelby promete acesso a dados em sub-segundos em múltiplas blockchains, com armazenamento descentralizado e monetizável usando Aptos como sua camada de liquidação inicial. Colaboradores iniciais anunciados para a rede incluem Metaplex, Pipe Network, Story, Myco, DoubleZero e Flashback Labs — uma lista que sugere que o projeto já conquistou uma adesão significativa do ecossistema antes do lançamento completo.
Rodada de financiamento estratégico da KGeN
Em setembro de 2025, o protocolo de distribuição Web3 KGeN anunciou uma rodada de financiamento estratégico de US$ 13,5 milhões apoiada pela Jump Crypto ao lado de Accel e Prosus Ventures, elevando o financiamento total da empresa para US$ 43,5 milhões. A KGeN opera em mais de 60 países, reportou 38,9 milhões de usuários verificados, gerou US$ 48,3 milhões em receita anualizada e registrou aproximadamente 780.000 usuários ativos diários na época do anúncio.
Os recursos estão destinados à expansão da estrutura de identidade e reputação POGE da KGeN — infraestrutura que ajuda aplicações Web3 a gerenciar aquisição de usuários, comércio e programas de fidelidade on-chain. Saurabh Sharma, da Jump Crypto, disse que o modelo introduz mais responsabilidade na aquisição digital de usuários, um problema que há muito tempo prejudica as tentativas do cripto de demonstrar métricas de crescimento sustentáveis.
Histórico mais amplo de venture da Jump Capital e planos futuros
Afastando o foco de cripto, o histórico da Jump Capital conta uma história de investimentos de venture disciplinados e de longo ciclo. Desde 2012, a empresa concluiu mais de 100 investimentos e quase 30 saídas — incluindo Personal Capital, adquirida pela Empower; Flashpoint, adquirida pela Audax; e Tubi, adquirida pela Fox. Outros nomes do portfólio incluem SPIRE, Fast Radius, M1 Finance, Degreed, TradingView, LogicGate e LinkSquares.
Esse histórico importa para o que vem a seguir. O processo de investimento da Jump Capital se baseia em pesquisa setorial específica e engajamento direto com participantes da indústria antes de apoiar fundadores. Essa metodologia, aplicada ao venture capital em blockchain, significa que a empresa não está simplesmente girando para cripto porque a narrativa é favorável — ela vem construindo convicção de forma sistemática por meio de infraestrutura dedicada, equipe e construção de portfólio.
Com o Fund VII fechado, a empresa planeja continuar apoiando companhias de tecnologia em estágio inicial enquanto direciona capital e pessoal adicionais para infraestrutura de blockchain, finanças descentralizadas, redes cripto, games e outras partes do ecossistema de ativos digitais. A questão não é se a Jump Capital está comprometida com cripto — com US$ 350 milhões e uma série de negócios direcionados já no pipeline, essa resposta é clara. A questão mais interessante é se as apostas específicas em infraestrutura que ela está fazendo — trilhos de tokenização, armazenamento descentralizado, identidade on-chain — definirão a próxima camada da economia digital ou se provarão estar um ciclo cedo demais.
Perguntas frequentes
Qual é o tamanho do fundo de venture capital mais recente da Jump Capital?
O fundo de venture capital mais recente da Jump Capital — o sétimo — foi fechado com US$ 350 milhões em compromissos totais de capital, tornando-se o maior fundo da empresa até hoje.
Em quais setores o novo fundo da Jump Capital foca?
O novo fundo foca em investimentos em cripto em estágio inicial, com alvos específicos incluindo infraestrutura de blockchain, DeFi, Web3, fintech e startups de software corporativo, além de cobertura contínua de infraestrutura de TI e dados, comércio, mídia e SaaS B2B.
Em quais empresas cripto notáveis a Jump Capital investiu recentemente?
No último ano, a Jump Capital expandiu seu portfólio cripto com investimentos na Securitize (ativos do mundo real tokenizados), Shelby (armazenamento quente descentralizado para Web3) e KGeN (protocolo de distribuição Web3), sendo que esta última levantou US$ 13,5 milhões em uma rodada co-liderada por Jump Crypto, Accel e Prosus Ventures.
Quais são os planos da Jump Capital após o fechamento do novo fundo?
A Jump Capital planeja continuar apoiando empresas de tecnologia em estágio inicial enquanto dedica mais capital e pessoal à infraestrutura de blockchain, finanças descentralizadas, redes cripto, games e ativos digitais de forma mais ampla.
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Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

