Receber o Presidente dos Estados Unidos no gramado da Casa Branca não sai barato, e o UFC acabou de descobrir isso da pior maneira. De acordo com números divulgados esta semana, os proprietários do UFC perderam cerca de US$ 30 milhões ao realizar o evento Freedom 250 que o UFC organizou na Casa Branca em junho, um espetáculo apenas para convidados que contou com a presença do próprio presidente Donald Trump. O número veio da empresa controladora TKO Group Holdings, que revelou a perda junto com os resultados do segundo trimestre de 2026 na segunda-feira, mesmo com o restante do negócio continuando a crescer.
Summary
Principais destaques
- O UFC perdeu aproximadamente US$ 30 milhões ao realizar o evento Freedom 250 na Casa Branca em junho.
- Cerca de 4.300 convidados exclusivos compareceram, incluindo o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance.
- Os custos iniciais foram projetados em mais de US$ 60 milhões antes que patrocínios ajudassem a reduzir a diferença.
- O TKO Group reportou receita do UFC 29% maior ano a ano, chegando a US$ 535,7 milhões no 2º trimestre de 2026.
- O evento atraiu uma média de 34 milhões de telespectadores em todo o mundo na Paramount+, parte de um acordo de US$ 7,7 bilhões por sete anos com a Paramount.
Dentro do espetáculo no South Lawn: convidados, custos e um aniversário presidencial
O evento Freedom 250 nunca foi pensado para ser um gerador de lucro no sentido tradicional. Ele foi realizado no South Lawn da Casa Branca como parte das comemorações dos 250 anos da independência americana, e nenhum ingresso foi vendido ao público em geral. Em vez disso, cerca de 4.300 pessoas receberam convites, entre elas o presidente Trump e o vice-presidente JD Vance. A data também coincidiu com o 80º aniversário de Trump, adicionando uma nota pessoal ao que já era uma produção carregada de significado político.
Levar tantos convidados de alto perfil para uma área federal para um card de artes marciais mistas ao vivo não foi uma operação de baixo orçamento. Projeções iniciais estimaram o custo do evento Freedom 250 em mais de US$ 60 milhões, de acordo com números citados pela BBC. Esse é um preço alto mesmo para os padrões do UFC, e reflete a logística de construir uma arena pronta para transmissão em uma propriedade do governo em vez de em um local convencional.
Como o UFC recuperou parte da perda
O UFC não simplesmente absorveu todo o custo projetado. A organização recuperou uma parte significativa dos gastos por meio de patrocínios, exposição na mídia e outras parcerias, reduzindo o que poderia ter sido um déficit ainda maior. Andrew Schleimer, diretor financeiro do TKO Group, disse a investidores que a empresa incorreu em “custos significativamente mais altos do que o normal para o Freedom 250”, que foram “parcialmente compensados com um estoque de parcerias globais esgotado”.
Parte dessa compensação veio, segundo relatos, de pacotes de acesso premium vendidos a um pequeno grupo de participantes de alto poder aquisitivo. Reportagens em maio sugeriram que os chamados convidados “high-roller” teriam que pagar até US$ 1,5 milhão por acesso especial ao evento, e fontes do UFC confirmaram à BBC que tais pacotes existiram, embora a organização nunca tenha confirmado o valor exato que os convidados acabaram pagando. Mesmo com essa fonte de receita e o estoque de patrocínios, Schleimer foi direto sobre o resultado final: “Dado o perfil do evento, que, como previsto, resultou em uma perda aproximada de US$ 30 milhões, nossas margens no UFC, bem como em base consolidada, foram significativamente impactadas.”
O quadro financeiro mais amplo do TKO Group conta outra história
Ao afastar o foco do gramado da Casa Branca, os números parecem consideravelmente mais saudáveis. O TKO Group informou que a receita do UFC aumentou 29% ano a ano, chegando a US$ 535,7 milhões no segundo trimestre de 2026, de acordo com o comunicado de resultados. O Yahoo Sports, citando a mesma teleconferência com investidores, informou que esse valor representou um aumento de US$ 119,8 milhões, e observou que a receita total do TKO no segundo trimestre, somando UFC e a marca irmã WWE, atingiu US$ 1,547 bilhão, com lucro líquido total de US$ 303,9 milhões entre abril e junho.
Uma grande parte do crescimento do UFC vem de direitos de mídia em vez de bilheteria de eventos ao vivo. O TKO assinou no ano passado um contrato de US$ 7,7 bilhões por sete anos com a Paramount, tornando a rede a nova casa do UFC a partir de 2026. Só esse acordo contribuiu com um aumento de US$ 64,7 milhões na receita de direitos de mídia durante o trimestre. Seth Zaslow, chefe de relações com investidores do TKO, enquadrou a perda do Freedom 250 como um investimento, e não como uma despesa pura, dizendo que a empresa usou os dias que antecederam o evento para se reunir com “dezenas de contatos existentes e novos em Washington D.C.” — o que ele descreveu como prova de que o acesso e o apelo de eventos do UFC “podem se traduzir em oportunidade”.
É essa parte que importa para quem tenta entender por que uma empresa aceitaria conscientemente uma perda de oito dígitos em um único evento. Um déficit de US$ 30 milhões mal arranha um negócio que registra mais de meio bilhão de dólares em receita trimestral apenas do lado do UFC, especialmente quando esse mesmo evento gerou o tipo de acesso político, cobertura da mídia e visibilidade de marca que é difícil comprar por meio de publicidade convencional. O EBITDA ajustado do UFC ainda subiu 15%, para US$ 280,4 milhões durante o trimestre, mesmo após contabilizar os custos elevados do evento, sugerindo que a perda foi contida em vez de estruturalmente danosa.
Recorde de audiência transformou uma noite cara em vitória de mídia
Financeiramente, o Freedom 250 deu prejuízo. Como evento de mídia, ele teve um desempenho em um nível que o UFC raramente atinge. A transmissão atraiu aproximadamente 34 milhões de telespectadores globalmente, colocando-o entre as competições de artes marciais mistas mais assistidas já realizadas no mundo, e foi exibida exclusivamente na Paramount+, o braço de streaming ligado à nova parceria de transmissão do TKO. Para uma rede que paga bilhões pelos direitos de mídia do UFC, esse tipo de audiência é exatamente o ponto de prova que ela deseja ao entrar no novo ciclo de direitos a partir de 2026.
Esse alcance ajuda a explicar por que os executivos do TKO continuaram descrevendo o evento na Casa Branca em termos de exposição, e não de lucro e prejuízo puros. O CEO Ari Emanuel disse a investidores que a empresa entregou “resultados sólidos no 2º trimestre, com forte impulso entrando na segunda metade do ano”, apontando para o que chamou de demanda por “conteúdo e experiências ao vivo premium” em um ambiente de mídia cada vez mais competitivo. Se a mídia conquistada e o acesso gerados pelo Freedom 250 se traduzirão em valor mensurável de longo prazo para o negócio de patrocínios e transmissões do UFC é algo que apenas os próximos trimestres mostrarão.
Perguntas frequentes
Qual foi o prejuízo financeiro que o UFC teve com o evento Freedom 250?
Os proprietários do UFC perderam aproximadamente US$ 30 milhões ao realizar o evento Freedom 250 na Casa Branca.
Quem compareceu ao evento UFC Freedom 250 na Casa Branca?
O presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e cerca de 4.300 convidados exclusivos compareceram ao evento no South Lawn.
O UFC recuperou alguma parte dos custos do evento Freedom 250?
Sim, o UFC recuperou parte das perdas por meio de patrocínios, exposição na mídia e outras parcerias, embora a organização não tenha divulgado o valor exato recuperado.
Que impacto o evento Freedom 250 teve na receita geral do UFC?
Apesar do prejuízo com o evento, a receita do UFC ainda aumentou 29% ano a ano, chegando a US$ 535,7 milhões no segundo trimestre de 2026, de acordo com a controladora TKO Group Holdings.
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Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

