ETF de bitcoin da BlackRock conseguiu discretamente algo que poucos observadores de Wall Street esperavam: está superando um dos índices de referência mais confiáveis dos investimentos tradicionais. Os retornos do ETF de bitcoin da BlackRock desde sua estreia em 2024 superaram ligeiramente os do fundo S&P 500 da Vanguard, de acordo com dados da Bloomberg citados pelo analista sênior de ETFs Eric Balchunas, uma comparação que diz tanto sobre a chegada das criptomoedas a Wall Street quanto sobre as oscilações de preço do bitcoin.
Summary
Principais destaques
- O iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock teve retorno de 71% desde o lançamento em janeiro de 2024, em comparação com 66% do ETF S&P 500 da Vanguard no mesmo período.
- O IBIT agora administra US$ 61,4 bilhões em ativos, tornando-se de longe o maior ETF de bitcoin, à frente do Wise Origin Bitcoin Fund da Fidelity, com quase US$ 11 bilhões.
- O fundo foi lançado depois que a SEC aprovou 11 ETFs de bitcoin à vista em 2024, encerrando uma década de pedidos rejeitados.
- Os investidores aplicaram mais de US$ 2,8 bilhões em ETFs de bitcoin entre 17 e 27 de agosto de 2026, o período de maior entrada de recursos desde outubro.
- O bitcoin recentemente tocou US$ 81.281 antes de recuar para cerca de US$ 77.539, ainda com alta de quase 30% no último mês.
BlackRock lança ETF líder de bitcoin em 2024
A entrada da BlackRock no mercado de ETFs de bitcoin não foi apenas o lançamento de mais um produto — foi o momento em que os reguladores finalmente permitiram que um dos maiores gestores de ativos do mundo colocasse exposição a cripto dentro de uma estrutura familiar e regulada. Essa mudança remodelou a forma como investidores de varejo podiam acessar o bitcoin e preparou o terreno para os números de desempenho que agora chamam a atenção nas mesas de negociação.
Aprovação da SEC destrava ETFs de bitcoin à vista
Nada disso teria acontecido sem um sinal verde regulatório. A Securities and Exchange Commission aprovou 11 ETFs de bitcoin à vista em 2024, abrindo um caminho que esteve bloqueado por cerca de uma década, apesar de repetidos pedidos de gestores de ativos. Essa aprovação marcou um verdadeiro ponto de inflexão na forma como os reguladores dos EUA tratavam produtos vinculados a cripto, abrindo efetivamente os portões para fluxos de investimento em bitcoin em nível institucional por meio de contas de corretoras tradicionais.
Lançamento do IBIT e posição de mercado
O iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock começou a ser negociado em janeiro de 2024 e não demorou a se firmar como o player dominante. O fundo agora administra US$ 61,4 bilhões em ativos, de acordo com números da própria BlackRock, superando de longe todos os outros ETFs de bitcoin do mercado. Para contextualizar, o segundo maior, o Wise Origin Bitcoin Fund da Fidelity, detém quase US$ 11 bilhões — menos de um quinto do tamanho do IBIT. A própria BlackRock supervisiona mais de US$ 15 trilhões em ativos totais globalmente, uma escala que ajuda a explicar por que sua entrada em cripto causou ondas na indústria em 2023, quando o pedido surgiu pela primeira vez.
IBIT supera ETF S&P 500 da Vanguard desde o lançamento
Desde sua estreia, o IBIT teve retorno de 71%, superando o retorno total de 66% registrado pelo ETF S&P 500 da Vanguard (VOO) no mesmo período. É uma diferença modesta no papel, mas com peso simbólico desproporcional: um fundo que acompanha um ativo digital volátil superou outro que acompanha o índice de ações mais estabelecido dos Estados Unidos, pelo menos por esta medida de desempenho do iShares Bitcoin Trust.
Retornos comparativos e volatilidade
Os dois fundos chegaram a destinos semelhantes por caminhos muito diferentes. Balchunas descreveu o contraste de forma vívida, observando que alcançar um retorno de 70% com o IBIT parecia andar em uma montanha-russa, enquanto a alta do VOO foi relativamente suave. Essa é uma caracterização justa de como produtos vinculados ao bitcoin se comportam: fortes oscilações para cima e para baixo, em contraste com o caminho mais estável e previsível típico de um fundo de índice amplo de ações. Investidores que buscam os números de retorno de manchete precisam levar em conta essa diferença na “qualidade do passeio”, não apenas o destino.
Análise especializada sobre a dinâmica de desempenho
Balchunas, analista sênior de ETFs da BlackRock, foi direto em uma publicação compartilhada esta semana: “Difícil acreditar que o IBIT está vencendo o VOO desde a criação, mas é verdade… embora seja apertado. E, para ser justo, o caminho do IBIT até 70% parece a montanha-russa El Toro no Great Adventure (precisei de dois Advil da última vez que andei naquilo), enquanto o VOO foi um passeio no parque em comparação.” O comentário ressalta um ponto mais amplo sobre a aprovação de ETFs de bitcoin pela SEC e suas consequências — o acesso regulado não domou a volatilidade do bitcoin, apenas deu a mais investidores uma maneira fácil de aproveitá-la, incluindo as oscilações de negociação do dia a dia.
Interesse dos investidores e impacto no mercado
O dinheiro continuou fluindo de volta para os fundos de bitcoin mesmo com os preços oscilando, e essa demanda constante é um grande motivo pelo qual a história dos retornos do ETF de bitcoin da BlackRock continua ganhando atenção. As novas entradas de recursos nas últimas semanas sugerem que o apetite institucional não esfriou, apesar de o preço do bitcoin ter recuado em relação às máximas recentes.
Entradas em ETFs de bitcoin e atividade de negociação
Entre 17 e 27 de agosto de 2026, os investidores direcionaram mais de US$ 2,8 bilhões para ETFs de bitcoin — a maior onda de entradas de investimento em bitcoin desde outubro, quando a moeda atingiu uma nova máxima histórica. Esse impulso apareceu novamente em um único dia de negociação no início de setembro, quando os ETFs de bitcoin à vista listados nos EUA registraram US$ 216,7 milhões em entradas líquidas, revertendo saídas de US$ 201,8 milhões na sessão anterior, de acordo com dados da SoSoValue. O IBIT sozinho respondeu por US$ 205,9 milhões desse total — cerca de 95% de toda a entrada diária da categoria, segundo a Farside Investors. O fundo da Fidelity adicionou US$ 6,9 milhões, o Bitcoin Mini Trust da Grayscale captou US$ 9,4 milhões, o fundo da Bitwise ganhou US$ 4,3 milhões e o Bitcoin Trust do Morgan Stanley adicionou US$ 3,6 milhões. O fundo da VanEck foi o único ponto fora da curva, com saídas de US$ 13,4 milhões. Esse retrato de uma única sessão mostra o quão concentrada continua a demanda em torno do produto da BlackRock, mesmo quando a categoria mais ampla apresenta fluxos mistos.
Tendências de preço do bitcoin em 2026
A ação de preço explica parte do motivo pelo qual os investidores continuam voltando. O bitcoin chegou recentemente a até US$ 81.281 antes de recuar sob nova pressão vendedora, com o preço recentemente em torno de US$ 77.539 — uma queda de quase 1% em 24 horas. Ao ampliar o horizonte, porém, o quadro maior é diferente: o bitcoin subiu quase 30% no último mês, marcando sua sequência mais forte em três anos. Esse tipo de rali tende a atrair novo capital para ETFs como o IBIT, reforçando a liderança do fundo sobre os rivais e, por extensão, sua comparação favorável com índices tradicionais como o fundo S&P 500 da Vanguard.
Perguntas frequentes
Quando o ETF iShares Bitcoin Trust da BlackRock foi lançado?
O iShares Bitcoin Trust (IBIT) foi lançado em janeiro de 2024 após as aprovações da SEC para ETFs de bitcoin à vista.
Como o IBIT tem se saído em comparação com o ETF S&P 500 da Vanguard?
Desde o lançamento, o IBIT teve retorno de 71%, superando ligeiramente o ETF S&P 500 da Vanguard, que retornou 66% no mesmo período.
Qual é o tamanho do ETF de bitcoin da BlackRock em comparação com os outros?
O IBIT administra US$ 61,4 bilhões em ativos, sendo o maior ETF de bitcoin, em comparação com o segundo maior, o Fidelity Wise Origin Bitcoin Fund, que administra quase US$ 11 bilhões.
Como o interesse dos investidores em ETFs de bitcoin mudou recentemente?
Os investidores aplicaram mais de US$ 2,8 bilhões em ETFs de bitcoin entre 17 e 27 de agosto de 2026, as maiores entradas desde outubro. Esse apetite continuou no início de setembro, quando uma única sessão de negociação trouxe US$ 216,7 milhões, com o IBIT da BlackRock responsável por quase tudo.
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Artigo produzido com a assistência de inteligência artificial e revisado pela equipe editorial.

